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domingo, 23 de novembro de 2008

Name is Bold, Bianca Bold

O nome dela é Bianca Bold mesmo, a brincadeira é da nossa colega Aurea Akemi Arata e caiu como uma luva.

Conheci a Bianca faz menos de três anos, durante uma conversa em uma comunidade do Orkut. Naquela época, estava terminando o curso de letras e, por motivos particulares, tinha um pé em Recife, outro em Salvador. Um pouco chateada, porque queria ser tradutora e acreditava que, para ganhar a vida traduzindo, era necessário viver em São Paulo ou no Rio, mudança que, na época, seria muito complicada para ela.

Os mais veteranos, como é costume ali na comunidade, deram à Bianca a orientação que podiam. Me lembro de ter dito que não importava onde fosse a casa dela, seu endereço profissional era a Internet. Outros recomendaram fazer cursos, participar de eventos para tradutores, manter-se visível e mais mil coisas.


Dá a impressão de que a Bianca anotou tudo e leu, releu, analisou, estudou, decorou - e fez tudo direitinho.


Primeiro, que se tornou ativa na comunidade, dando opiniões, fazendo perguntas, comentários e, principalmente, amigos. Perguntava só depois de esgotar seus recursos de pesquisa, ajudava sempre que podia. Não perdia a oportunidade de estudar e aprender - nem muito menos de ajudar. Orgulhosa - mas não arrogante - jamais pedinchava serviço nem apadrinhamentos. Serviço e padrinhos não se pedem: conquistam-se. Assim, foi construindo sua reputação, os mais velhos, que sempre são uma boa fonte de indicações, dizendo "essa moça é boa, vai longe". E longe ela está indo, mais longe há de ir.


Conheci a Bianca pessoalmente em um jantar, em SP, durante um congresso. Inteligente, comunicativa, falou com todos e a todos encantou. Deu opiniões sérias e até contundentes sobre o congresso. Quer dizer, bajulação não é com ela.


Periodicamente, na Comunidade do Orkut, contava que tinha conseguido um serviço e começou a trabalhar com audiovisuais, sonho de muitos, realização de poucos.


Teve um problema pessoal, daqueles que fariam muitas sentar na beira da calçada e chorar, mas a Bianca transformou o problema em energia. Enfiou na cabeça que ia para o Canadá. Foi. Chegou lá, se registrou em tudo quanto foi lugar onde era possível uma tradutora se registrar e começou a receber convites para servir de intérprete. Faz testes, presta exames, está em todas. Ganhou clientes novos, sem perder os que tinha no Brasil.


Ontem, almoçamos juntos, num grupo de umas vinte pessoas. A Bianca, toda satisfeita, contava que tinha saído de uma consecutiva braba, que tinha exigido muita pesquisa e preparação, porque era sobre um assunto que ela conhecia pouco. Estudou, pesquisou, trabalhou, fez a parte que lhe competia. O cliente ficou satisfeito e até deu a ela um prêmio especial. O mais curioso é que a interpretação era entre Italiano e Inglês.


Uma carreirinha dessas, de meros três anos, e a moça já foi mais longe do que muitos vão em dez ou vinte. A Bianca é um exemplo para todos nós e tem a minha admiração.


Se você mora fora do "eixo São Paulo-Rio" e acha que, por isso, não tem futuro na tradução, pense na história da Bianca. E não se esqueça de que ela já tinha uma clientela feita antes de ir para o Canadá. Mas também tenha em mente que ela não conseguiria nada do que conseguiu se não fosse competente.


A Kelli continua em licença terpsicórica até segunda-feira.

7 comentários:

Bete Köninger disse...

Beleza de artigo, Danilo. E mais do que justo. Já tive oportunidade de trabalhar com a Bianca e sei da competência e da enorme energia positiva que ela tem. Ela é mesmo um exemplo, até pra burras velhas como eu. Vai fundo, Bianca!

Bianca Bold disse...

Danilo,
Que honra ler essa sua narrativa! Muitíssimo obrigada. Fico até emocionada.
Eu sempre digo e repito: eu não estaria no caminho que estou hoje e colhendo os bons frutos que estou colhendo se não fosse por tudo o que aprendi (e continuo aprendendo) com você e com outros colegas e amigos da 50302. Vocês e a comunidade são um exemplo a ser seguido. :)
Um forte abraço,
Bianca

Renato Motta disse...

Bela e merecida homenagem, Danilo!

A Bianca é um exemplo de talento, determinação e profissionalismo. E ainda dança salsas e valsas!

Iara Regina disse...

Ai, que lindo!!!!! Homenagem merecidíssima.

Melissinha disse...

ADOREI! Morro de orgulho da Bianca.

Glaucia disse...

Olá!
Sou amiga e ex-colega de trabalho da Bianca. Foi ela que meu deu este contato para ëntrar"no ramo de traduções!
Adorei o que vc escreveu!
Parabéns Bi!!!
Glaucia
Glauciakoca@gmail.com

Virginia disse...

Danilo,
Faço o caminho inverso de Bianca, depois de mais de 20 anos no interior de Minas trabalhando nesta área, acabo de mudar para São Paulo.Foi muito agradável ler seu blog.