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sábado, 22 de novembro de 2008

Trados TWB e Wordfast Classic em arquivos complicados

A graça de trabalhar com o Trados TWB (normal e erroneamente chamado "Trados") ou com o Wordfast Classic (todas as versões do programa até a 5, inclusive) é que a gente trabalha dentro do MSWord, por assim dizer. É um conforto, especialmente para quem tem algum receio de computador.


Quando o arquivo a traduzir já está em formato MSWord e não tem formatação muito complicada, de fato é uma maravilha, mas quando o arquivo está em outros formatos ou é dos complicados, cheios de cinco mil tabelas com tamanhos de célula fixos, que impedem a leitura do que se escreveu na célula de tradução, a tarefa pode se tornar impossível. Essa é uma das razões por que a Trados vai tirar o TWB do campo e o Wordfast 6 está saindo com uma nova interface.


Existem duas saídas para esse problema. A primeira funciona na maioria das vezes, a segunda funciona quase sempre.


Para começar, traduza uma cópia do arquivo usando o Trados TWB ou o WF5 normalmente. Quando chegar a uma tabela daquelas endiabradas, simplesmente use o comando do MSWord Tabela > Converter > Tabela em texto e traduza. A formatação vai ficar um horror, mas não se preocupe. Ao terminar, revise e deixe o texto tinindo de bom.


Crie uma nova memória. Limpe o texto contra essa nova memória. Assim, você fica com uma memória que só tem o material para aquele arquivo.


Faça mais uma cópia do original. Se você usar o pre-translate do Trados TWB ou o Auto translate do WF, ou se, simplesmente for apertando as teclas de tradução normais (Alt Setabaixo para o WF, Alt + para o TWB Workbench), a tradução na maioria das vezes sai perfeita.


Quando é que não sai? Algumas tabelas são tão complicadas e, muitas vezes, tão mal feitas, que, na hora do processamento, o Word engasga. Às vezes, com um pouco de prática a gente consegue desengasgar o programa, mas há momentos em que nada funciona. Então é passar para o plano B, que é usar o Trados TagEditor, ou o Wordfast 6, que encaram o que houver, sem maiores problemas. Então porque eu disse quase sempre? Porque se o arquivo MSWord estiver bichado, até o WF6 ou o TE podem travar. Nesse caso, é preciso ver onde ocorre a trava e reformatar. Mas isso é raríssimo, uma vez em um milhão.


Antes que me esqueça, esta nota não foi revista pela Kelli, que está em licença terpsicórica até segunda-feira.


O blogue ainda está na muda, mas vai acontecer muita coisa interessante, da semana que vem em diante. Espero que você goste.

3 comentários:

Flavio Morgenstern disse...

Danilo,

Agradeço muito por esta postagem, salvou o meu fim-de-semana. :)

Com efeito, a solução até parece simples depois que já a temos, e vem o velho Djavan falso de "Por que não pensei nisso antes?", mas é uma sensação enganosa. Trabalhamos com Trados/WF, que é um plug-in do Word e, como tal (e como você bem especificou na abertura do post), ele faz coisas não-naturais ao ambiente do Word. Assim, já "botamos a culpa" do problema, imediatamente, no Trados ou no WF, sem pensar que uma mudança na formatação do próprio Word pode fazer com que o ambiente (caberia bem a palavra "interface") de trabalho volte às CNTP. Esse "gap" entre o plug-in e o próprio Word é bem maior do que parece, quando estamos trabalhando.

Mais uma vez, muito obrigado!

Dharana disse...

Danilo,

eu testei o wordfast (na versão 3 o.O ) e não gostei mto não.

mas peguei a dica aqui do memoq e ameeeeeeeei!!! achei muito mais simples e eficiente.

agora, memoq pra vida! =)

Danilo Nogueira disse...

Dharma, logo vou publicar uma análise detida do MemoQ. O MemoQ tem uma concepção diferente do WF e muita gente se assuta com a inteface. Mas, sem dúvida, é um programaço.


Mas comparar WF 3.0 com MemoQ não é uma boa idéia, porque o WF está na versão 5 e você testou uma versão que está totalmente ultrapassada.