sexta-feira, 26 de junho de 2009
Você sempre Passa nos Testes?
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Fiz um teste numa agência!
Mas, querendo o não, é assim que funciona.
As agências recebem toneladas de currículos e de testes todos os dias e como todos os dias nas agências são uma verdadeira loucura, a análise sempre fica para amanhã. E cumpridores de seus compromissos, o amanhã vemos isso é mantido todos os dias.
Currículos e testes são guardados em pastas para leitura futura, às vezes com alguma marca para identificar o par de línguas e especialização. Alguns são destruídos na hora, quando quem recebe acha que o candidato não tem condições de trabalho. Por exemplo, um CV onde consta estudo inglês à dez anos provavelmente vai para o cesto de lixo na hora. A maioria dos testes e CVs, entretanto, é preservada.
As agências vivem sob pressão imensa, tanto de prazos como de custos e, de modo geral, preferem entregar os serviços a gente em quem já tem confiança. Quer dizer, o setor de vendas aceitou um pedido de 120 laudas para fazer em três dias. Não tem quem dê conta sozinho, tem que dividir entre três tradutores e rezar para nenhum atrasar. Quem vai se arriscar com um desconhecido, numa hora dessas, especialmente se for inexperiente?
Bom, e quando é que chega a hora do novato, do iniciante? Geralmente, na hora do sufoco. Não tem ninguém conhecido para dar jeito em um serviço; então, vamos abrir a pasta de CVs e testes. Fuça-que-te-fuça, achamos alguém que parece ter alguma chance. Liga para ele já, pelo amor de Deus! Telefone não atende. Pega outro, vamos, rápido, que o tempo se escoa. Tem mais este, vamos ver, trim, trim, trim, alô, é da casa do fulano? Olha, nós temos um serviço para você. Está ocupado? Obrigado, fica para a próxima. Outro, vamos lá. Até que aparece um que pega o serviço. O gerente de projeto suspira, faz uma prece e carrega na Maracujina.
Lembre, agora, por favor, que eu não tenho uma agência e nem repasso serviço a ninguém, mas sei como as coisas acontecem. Não estou dizendo que este seja o melhor dos mundos, estou afirmando que este é o mundo em que vivemos. Também é bom lembrar que a vida nas editoras é menos histérica, porque os prazos, embora apertados, não se contam em horas e nem é comum dividir serviço entre meia dúzia de tradutores.
Para você, que está começando, isso significa que a agência à qual você mandou o teste ou o CV pode demorar meses para te chamar, ou pode não chamar nunca. Por isso, fazer três ou quatro contatos não é nada. Pense em termos de ao menos uma dúzia. E não espere milagres instantâneos. Pode demorar um bom tempo até formar a carteira. Mas o primeiro cliente é sempre o mais difícil de conseguir.