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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Comentário de uma pré-principiante

Escreveu a Tamara, num comentário a este artigo:

Eu tenho 17 anos e estou cursando o 3° ano do ensino médio. Sou uma pessoa que sempre tive um fascínio por línguas estrangeiras. Sei que em tradução existem os bons profissionais e os ruins também. Gostaria muito de ser tradutora principalmente de filmes e canais de TV á cabo. Será que existe um bom mercado para esse ramo em um outro país além do Brasil? O senhor acha que é preciso encarar esse tipo de profissão como um segundo emprego e estar trabalhando como professor de línguas por exemplo, para conseguir um bom retorno financeiro?

Tamara, você está começando cedo, não? Ainda no 3º ano do curso médio e já se preocupado com coisas como mercado! Parabéns! Vamos ver se consigo dar uma resposta adequada à sua mensagem.

Eu vivo exclusivamente da tradução desde 1970. Mesmo meus cursos, que me trazem algum retorno financeiro, são sempre voltados para a tradução. Não gosto da idéia de ser professor de línguas e tradutor ao mesmo tempo. Primeiro, porque são atividades diferentes, que exigem habilidades e formações também diferentes e nem sempre o bom professor é bom tradutor e vice-versa. Segundo que, devido aos compromissos fixos do professor (aula a tais e tais horas em tal e tal lugar) e a correria constante da tradução, conciliar as duas profissões é cada vez mais difícil. Terceiro, que o tradutor atualmente é obrigado a dominar um arsenal informático de bom porte, o que exige um bom esforço e só compensa se você se dedicar exclusivamente à tradução.

O mercado de filmes e TV está crescendo, mas é o mercado da moda e onze entre cada dez candidatos a tradutor quer participar dele, o que o torna um mercado difícil e complicado. Há muita coisa boa a fazer como tradutor fora desse mercado, creia-me, e, mesmo que você não consiga um lugar nele, vai encontrar muito com que se divertir.

Finalmente, a tradução hoje é a mais globalizada das profissões, profissionalmente todos nós moramos na Internet e não faz a mais remota diferença se você tem sua residência aqui ou na Conchinchina. Conheço gente que mora no Canadá e traduz filmes para exibição no Brasil, por exemplo. Por outro lado, o mercado internacional espera que você traduza para sua língua materna, o que quer dizer que (presumindo-se que você seja brasileira) você pode estudar inglês, tornar-se uma excelente tradutora de inglês, ir morar na Eslobóvia e, de lá, atender clientes em qualquer lugar do mundo que desejem traduções para o português do Brasil.

2 comentários:

Ivan Cortez disse...

Que bom que os futuros profissionais estejam preparando-se desde cedo, informação nunca é demais...

Dan disse...

Escolher uma profissão não é tarefa fácil. As vezes pensamos que é preciso exercer determinada função pelo resto da vida. Para os jovens terem uma sólida formação e retorno financeiro eficiente é melhor começar a ter experiência profissional na área desejada o mais cedo antes.
Que bom se todos soubessem desde muito cedo a profissão a ser seguida.
Por exemplo: Tradutor Juramentado