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sábado, 11 de outubro de 2008

Os testes

A colega estava muito zangada. Fez um teste para uma agência, na verdade três breves testes, sobre assuntos distintos, que, somados, podem ter dado umas boas quatro horas de trabalho – e ninguém deu retorno.

Depois disse que a agência era lerda para pagar, mas isso é outra coisa. Hoje gostaria de me concentrar exclusivamente nos testes.

Muitas vezes, a agência recruta tradutores ou revisores para um determinado projeto. Lá sei eu, caiu no colo deles um megatexto sobre criação de suínos e eles ficam loucos atrás de quem entenda de porcos e leitões.

Na maioria das vezes, entretanto, as agências mantêm recrutamento aberto o tempo todo, porque jamais sabem que tipo de serviço vai entrar nos próximos cinco minutos e, antes de abrir um recrutamento específico para tradutores com experiência em suinocultura, dão uma busca nos arquivos, para ver se têm alguém que sirva.

No arquivo está toda a turma que fez testes para eles, gente que fez contato e se candidatou a tradutor. Se você se candidatar, recebe um teste para fazer. Não significa que tenham um serviço para você. Significa que, no futuro próximo ou remoto, podem precisar de mais tradutores e, por isso, gostariam de saber se você atende as especificações deles.

Por isso, mesmo que seu teste seja absolutamente perfeito, é bem possível que não te chamem para nada nos próximos seis meses ou mais. Conseqüentemente, não se sinta em segurança só porque fez um teste de arrasar. Simplesmente procure outra agência e mais outra, até conseguir serviço suficiente.

O que vai acontecer com seu teste? Provavelmente, vai ser impresso e arquivado sem exame, até um dia em que a agência precisar de mais tradutores. Nesse dia, abrem a pasta e examinam os testes. Muitas vezes, são na realidade grupos de testes, cada candidato sendo testado em três ou mais assuntos. Então fica lá o gerente de projeto, arrancando os cabelos e dizendo bom, esta aqui de jurídico não entende nada, de engenharia ainda menos, mas a medicina dele é boa, Acho que vai se dar bem com nossos porcalhões. Aí, te chamam.

Boa sorte, quem sabe você se torna conhecida por fazer traduções sobre porcos. Pode não ser o seu chá, mas é muito melhor do que ficar conhecida por fazer traduções porcas.


E por aqui fico.

Um comentário:

Ivan Cortez disse...

Já me convenci que procurar clientes diretos é mais saudável!