terça-feira, 16 de junho de 2009
Onde Baixo Memórias de Wordfast?
terça-feira, 12 de maio de 2009
Mais uma que acha que não precisa de memória de tradução
Sei que sou aguda na hora da crítica mas eu consigo traduzir mais rápido do que passar por essa manipulações eletrônicas...WF + Google Translate + revisão + glossário...o Tempo que isso leva...já ganhei a corrida. A maioria das vezes tradução para mim é "bater" a máquina...Ja-ne...
domingo, 12 de abril de 2009
Demo do Trados
Estou entrando agora para o ramo de tradução, mas não consigo baixar o TRADOS, você poderia me dar uma dica de como conseguir baixar este programa?Boa pergunta, que muita gente anda fazendo, Elizabeth. Antigamente, a Trados tinha uns deminhos, muito restritos, mas que funcionavam. Esses deminhos sumiram. Aparentemente, eles acham que, como o Trados é líder do mercado, não faz sentido distribuir demos.
De qualquer maneira, o demo não vai resolver o seu problema. Se você quer Trados, ou compra ou pirateia. Deve haver mais de uma versão pirata do Trados por aí, não sei onde estão e, mesmo que soubesse, não divulgaria aqui. Além de ser ilegal, grande parte delas vem bichada e eu não vou recomendar alguma coisa que pode criar um problema para a turminha que lê este blogue. Ainda esta semana, uma amiga minha teve de reformatar e reinstalar tudo porque tinha baixado um arquivo com um rootkit.
A pergunta é se você realmente precisa de Trados. Eu tenho, desde o século passado, um Trados oficial, que mantenho atualizado. Mas detesto o programa. Praticamente tudo que ele faz, o Wordfast Classic faz melhor. E o Wordfast é bem mais barato.
Agora, é a hora em que muita gente diz "Estou só começando! Ainda tenho pouco serviço. Como posso gastar todo esse dinheiro". Pois é. Gostemos ou não, o tempo em que a gente "virava tradutor" de um dia para o outro, porque sabia duas línguas, está chegando ao fim. É cada vez mais difícil entrar na profissão sem fazer um investimento sério em software, abrir firma, essas coisas.
Nisso, não diferimos da maioria das outras profissões. Ou o sujeito é empregado e trabalha com o equipamento alheio, ou tem que comprar equipamento e se estabelecer. Não há grandes alternativas.
Quando eu comecei, tudo o que usava era o que se esperava que uma pessoa razoavelmente instruída tivesse em casa: escrivaninha, máquina de escrever e menos de meia dúzia de dicionários. Mas isso foi em 1970.
Se você clicar nos marcadores
Memória de tradução
Trados
Wordfast
aí do seu lado direito, vai aprender muita coisa sobre esses programas.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Tradução Automática
O assunto de hoje é que outro dia me apareceu isto pela frente e queria mostrar aqui. Um horror, certo? É serviço do Google Translate, caso você não tenha percebido. Agora, pouse o cursos em cima de uma frase qualquer e veja o que aparece.
Um convite para apresentarmos uma tradução melhor, certo? Quer dizer, querem que a gente faça tradução grátis para a loja de calçados, uma entidade comercial com fins lucrativos, entendeu? Nós trabalhamos grátis para eles pouparem despesas. Deu raiva? Em mim também. Confesso que aproveitei a chance e colaborei com várias sugestões escabrosas, das quais espero que eles façam bom uso. Não foi uma coisa assim, digamos, muito cristã. Mas, de vez em quando, ferve o sangue e eu faço dessas coisas.
Outro dia, postei uma mensagem em um dos diversos fóruns de que participo e, aparentemente, pelo menos um dos leitores não entendeu o que eu tinha escrito. O colega postou uma resposta dizendo que quem tem medo de tradução automática deveria mudar de profissão, porque a tradução automática jamais vai ser tão boa quanto a humana.
Se vai, se não vai, não sei. Não gosto de falar sobre o futuro. Sei que, atualmente, não é. E fico pensando em quantos tradutores estão deixaram de ganhar com essa coisa do Google Translate. Para dizer a verdade, acho muita desonestidade do Google oferecer esse tipo de serviço. O usuário, que provavelmente não distingue português de turco, não entendendo nada, crê que esteja perfeito e faz sua empresa cair no ridículo.
Ainda por cima, têm a cara-de-pau de pedir a colaboração de voluntários. Talvez você não saiba, mas a entidade que se chama ABRATES é a segunda que usa esse nome. A primeira, que depois virou sindicato, tinha um Código de Ética interessante que vedava a prestação de serviço grátis a quem pudesse pagar. Acho isso fundamental para a sobrevivência da profissão. Não encontrei o Código de Ética da ABRATES. Encontrei o do SINTRA, mas creio que não toca na questão da gratuidade dos serviços, o que me parece uma pena. De qualquer modo, não sou eu que vou "ajudar" uma empresa comercial grátis.
Redigido por Danilo, com as habituais sugestões, revisões, palpitações e puxões de orelhas da Kelli.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Memória de tradução (“CAT”)
Outro dia, no meio de uma discussão em uma lista, um colega me escreveu, particularmente, perguntando o que era uma memória de tradução, o que também se conhece pelo nome inglês CAT, abreviatura de computer-aided translation. Respondo por aqui, e assim dou um pouco de vida a este blog, que não anda lá muito bem das pernas.
Para começo de conversa, memória de tradução é um péssimo nome, isso é o que é. E, para piorar, tem pelo menos dois sentidos.
A rigor, uma memória de tradução é um corpus paralelo. Ou seja, um arquivo em que são armazenados textos em duas línguas, um ao lado do outro. Os formatos variam, mas, digamos, só para explicar a quem não sabe, algo assim:
The Chemistry book is red. O livro de química é vermelho. London is the capital of England Londres é a capital da Inglaterra.
As memórias de tradução armazenam segmentos. Um segmento corresponde, aproximadamente, a um período, como definido pela gramática. Assim, preserva-se contexto. Todos nós sabemos que book também é o verbo reservar (passagem, por exemplo, mas, no exemplo acima, não pode ser reservar, porque o contexto não permite.
Para trabalhar com esses bancos de dados, é necessário um programa especial, que, lamentavelmente, também é conhecido como memória de tradução, embora programa de tradução assistida por computador fosse mais preciso. À medida que você trabalha com um desses programas, ele vai automaticamente alimentando o seu banco de dados com as traduções que você vai fazendo e, ao mesmo tempo, pesquisando o banco para ver se há alguma informação que possa ser útil. Se encontrar alguma coisa interessante, faz uma sugestão ou mais. Costumam ser boas sugestões, porque as memórias de tradução, como eu disse, consideram o contexto. São sugestões, quer dizer, você pode mudar como quiser ou até desprezar.
Os programas de memória de tradução fazem muitas coisas mais. Por exemplo, consultam glossários automaticamente, facilitam o trabalho de manter a formatação, ajudam com números e prestam inúmeros outros serviços. Além disso, traduzir arquivos em formatos xml, html e outros bicharocos sem essas ferramentas é praticamente impossível.
Há muitos enganos e mal-entendidos a respeito dessas ferramentas. O primeiro e pior é a confusão com as ferramentas de tradução automática, tipo Babelfish. São coisas diferentes, com objetivos diferentes, tecnologias diferentes e resultados diferentes.
Cada vez mais, os tradutores profissionais usam esses programas de tradução assistida por computador. Começou com a turma da tradução técnica, sempre mais novidadeira. Mas agora, depois de grande resistência, até a turma da literária, que sempre foi mais conservadora, está descobrindo que facilitam a vida do tradutor.
Uso essas coisas desde 1997 e fizeram uma grande diferença na minha vida. A ferramenta mais conhecida é o Trados, mas a minha predileta é o Wordfast, que é mais eficiente e mais barata. Para saber mais sobre essas coisas, clique aqui.
E, aliás, aproveito para convidar para a Reunião na Sala 7, um evento grátis e a distância, para tradutores e pretendentes a tradutor. Ninguém vai ficar tentando te empurrar curso pago nem livro nem nada. É só uma discussão entre colegas.