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terça-feira, 3 de março de 2009

Agruras de um iniciante

Um colega me escreve falando lá de suas agruras de tradutor iniciante, que trabalha de um modo algo precário. Pergunta:
É viável trabalhar dessa maneira até alcançar um renome? É romântico acreditar que a qualidade do trabalho em si, a despeito dos outros aspectos que credibilizam o profissional, pode dragar um amador dessa condição infame?
A mensagem é um tanto dramática e a condição dele não chega a ser infame, mas, de fato, é precária: por exemplo, está trabalhando com nota fiscal de terceiros, o que não é nada bom.

A pergunta me parece mal formulada. Eu teria preferido perguntar: é possível alcançar renome trabalhando dessa maneira?

Uma lição que aprendi há tempos é que, para sermos tratados (e remunerados) como profissionais, temos de agir como profissionais.Quer dizer, o primeiro passo na trilha da profissionalização é sempre nosso e, cada vez mais, profissionalizar-se exige investimento de tempo e dinheiro.

Para o iniciante, é terrível. Você pensa que, terminando a faculdade, vai virar tradutora da noite para o dia. Depois, descobre que tem que procurar serviço, dar nota fiscal, aprender a fazer misérias com o computador, usar programas de memória de tradução, mil coisas. Mas não tem saída: se você quer ser profissional, cabe unicamente a você a tarefa de profissionalizar.


Em tempo, uma das coisas que o colega lamenta é o fazer "versões para pessoas físicas". Nada há de errado nisso. Pessoas físicas são clientes como quaisquer outros, embora mais difíceis de atender.

Um comentário:

Karen disse...

Olá, trabalho como tradutora já há mais de 8 anos, então não sou uma "iniciante" propriamente dita, mas não entendi porque vocês acam complicado trabalhar para pessoas físicas... Tenho feito muito esse tipo de trabalho e não acho difícil atendê-los, quem eu acho difícil são outros tradutores que tercerizam ("quarterizam") o trabalho... Esses dão trabalho!