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segunda-feira, 16 de abril de 2007

Especialização

Outra questão levantada, esta geralmente por estudantes, é em que área se especializar. A turminha fica muito tensa de saber que há diversas especialidades, que não se pode ser especialista em tudo, pelo menos nos mercados maiores e fica feito barata tonta.

Calma. Não se decidem especializações na faculdade. Principalmente no segundo ano. É o mercado e o tempo que especializam o tradutor. Aparece uma oportunidade, você agarra com as duas mãos (e com a boca, também) e, se você se se sair razoavelmente, vem outra do mesmo tipo e mais outra até que você vira especialista.

Formação ajuda, claro. Se você fez um curso de legendagem, a chance de se dar bem em um serviço de legendagem é alta. Se você antes de ser tradutora trabalhava numa metalúrgica, a chance de se dar bem em uma tradução sobre metalúrgica é alta. Se você passou sua adolescência em uma oficina, ajudando seu pai a consertar carro, a chance de se dar bem em uma tradução de mecânica é alta.

Entretanto, eu jamais tinha traduzido uma palavra sobre contabilidade até o dia em que me deram um capítulo de um livro chamado "Intermediate Accounting" para traduzir. E aí nasceu o especialista. Quer dizer, é necessário estar preparado para dançar conforme a música.

Um comentário:

Raquel Schaitza disse...

"Me meter a fogueira" no lugar de "me meter a fogueteira" também foi para não deixar o Danilo sozinho nos "vexames". :-)